Núcleo de Avaliação Psicológica
No Núcleo de Avaliação Psicológica do Entre Afetos realizamos avaliações clínicas rigorosas, cuidadosas e adaptadas a cada pessoa e a cada fase do ciclo de vida.
- Preço da Consulta: 65€ (Presencial/Lisboa, Presencial/Setúbal ou Online)
O que é a Avaliação Psicológica?
A avaliação psicológica é um processo clínico estruturado que pode incluir entrevistas, observação clínica e testes psicológicos validados, dependendo do pedido e das necessidades de cada caso.
Pode ajudar a clarificar, por exemplo:
- o que está por trás de determinados sintomas;
- se as dificuldades são predominantemente emocionais, cognitivas, relacionais ou mistas;
- como a pessoa funciona sob stress, em contexto escolar/profissional e nas relações;
- que tipo de acompanhamento faz mais sentido (psicoterapia, orientação parental, treino/apoio escolar, acompanhamento psiquiátrico, avaliação neuropsicológica, entre outros).
O processo culmina numa devolução clínica clara e, quando aplicável, num relatório psicológico com conclusões e recomendações ajustadas.
Como Funciona?
O processo é adaptado à idade e às necessidades individuais, envolvendo entrevistas, observação clínica e aplicação de instrumentos psicométricos. No final, produz-se um relatório claro, com recomendações práticas para apoiar o desenvolvimento e o bem-estar emocional. Para adultos, é também um espaço para olhar para dentro, cuidar de si e detetar sinais de alerta, como problemas cognitivos ou emocionais.
Avaliação da Criança e do Adolescente
Realizamos avaliações especializadas, rigorosas e adaptadas a cada criança ou adolescente. Integramos múltiplas dimensões do funcionamento psicológico – emocional, cognitivo, comportamental e relacional — para garantir uma compreensão profunda e ética de cada caso.
Estas avaliações são fundamentais em situações como:
- Dificuldades de adaptação escolar
- Problemas nas interações sociais
- Sinais de bloqueio no desenvolvimento
- Dúvidas quanto ao bem-estar psicológico ou comportamental da criança
1. Avaliação Emocional Infantil
A avaliação emocional infantil é um processo clínico que permite compreender o que a criança está a sentir, como vive as suas experiências e de que forma o seu desenvolvimento emocional está a decorrer. Muitas vezes, surgem dúvidas por parte dos pais sobre se determinados comportamentos, medos, dificuldades ou alterações são expectáveis para a idade da criança ou se indicam a necessidade de algum tipo de acompanhamento.
A avaliação emocional não tem como objetivo rotular, diagnosticar de forma precipitada ou iniciar automaticamente uma psicoterapia. O seu principal propósito é compreender, esclarecer e orientar, ajudando a dar sentido ao que está a acontecer com a criança no momento atual do seu desenvolvimento.
É especialmente indicada quando existem sinais persistentes de sofrimento, dúvidas quanto ao desenvolvimento emocional ou quando os pais sentem que “algo não está bem”, mesmo que seja difícil de explicar.
Em que situações pode ser indicada uma avaliação emocional infantil?
- Alterações de comportamento persistentes
- Ansiedade, medos intensos ou fobias
- Dificuldades no sono ou na alimentação
- Queixas físicas recorrentes sem causa médica identificável
- Dificuldades de atenção, concentração ou aprendizagem
- Irritabilidade frequente ou dificuldade em lidar com a frustração
- Regressões persistentes em comportamentos ou competências já adquiridas
- Dificuldades de separação
- Baixa autoestima ou discurso interno muito exigente e depreciativo
- Dificuldades de relacionamento com pares ou adultos
- Situações de separação, divórcio, perda ou mudanças familiares significativas
A avaliação é também indicada sempre que existam dúvidas sobre se determinadas manifestações emocionais estão ajustadas à fase de desenvolvimento da criança.
Como funciona a avaliação emocional infantil?
A avaliação emocional infantil decorre ao longo de várias sessões, respeitando o ritmo da criança e da família. Inclui, habitualmente:
- Entrevistas com os pais ou cuidadores (história de desenvolvimento, contexto familiar e preocupações atuais)
- Sessões com a criança, onde o brincar assume um papel central como forma de expressão emocional
- Observação clínica (como a criança se relaciona consigo, com o terapeuta e com o material de jogo)
- Sempre que necessário, articulação com outros contextos significativos (como a escola), com conhecimento e consentimento dos pais
A avaliação não se baseia apenas em testes; centra-se sobretudo na compreensão clínica do funcionamento emocional da criança.
O que resulta de uma avaliação emocional infantil?
No final do processo, os pais recebem uma devolução clara e cuidada, onde se procura:
- explicar o que a criança está a sentir;
- compreender se essas vivências são expectáveis para a sua etapa de desenvolvimento;
- identificar fatores que possam estar a contribuir para o sofrimento;
- clarificar se existe ou não necessidade de intervenção;
- orientar a forma mais adequada de acompanhamento.
A partir da avaliação, pode concluir-se que:
- não é necessária intervenção clínica (sendo suficientes orientações parentais);
- é indicado acompanhamento psicológico da criança;
- o trabalho deve ser feito sobretudo com os pais;
- ou que é benéfica uma intervenção articulada entre criança e famí
Avaliação emocional não é sinónimo de psicoterapia
A avaliação emocional infantil não implica, obrigatoriamente, o início de psicoterapia. Em muitos casos, a avaliação por si só já ajuda a aliviar a ansiedade dos pais, a organizar a compreensão do que se passa e a orientar o desenvolvimento de forma mais ajustada.
Benefícios da avaliação emocional infantil
- Compreender melhor a criança e o seu mundo emocional
- Reduzir ansiedade e incerteza dos pais
- Prevenir agravamento de dificuldades emocionais
- Apoiar o desenvolvimento emocional saudável
- Tomar decisões mais informadas sobre necessidade (ou não) de intervenção
Sinais a Que os Pais devem Estar Atentos nas Crianças
- Problemas físicos constantes (sem se compreender a causa) – dores de barriga, cabeça, febres, alergias, etc.
- Comportamentos de oposição e agressividade com os colegas ou os adultos
- Problemas relacionados com divorcio, separação, perda de familiares
- Atraso de desenvolvimento da fala e da linguagem
- Problemas relacionados com sono e alimentação
- Dificuldades de memória, atenção e concentração
- Dificuldades de aprendizagem e no desempenho escolar
- Medos intensos e persistentes
- Ansiedade constante ou falta de auto-confiança
- Dificuldade em estabelecer relações com os pares ou com os adultos
- Choros persistentes sem que a criança consiga compreender porque está a chorar
- Dificuldade de controlo dos esfíncteres fora de tempo
2. Avaliação Emocional do Adolescente
A adolescência é uma fase de profundas transformações físicas, emocionais e relacionais. Nem sempre é fácil distinguir o que faz parte do crescimento do que pode sinalizar sofrimento emocional.
A avaliação emocional do adolescente é um espaço clínico pensado para compreender o que o jovem está a viver internamente, dar sentido aos sinais que surgem e clarificar se as dificuldades observadas são expectáveis para a fase de desenvolvimento ou se indicam necessidade de acompanhamento.
Não se trata de rotular ou diagnosticar de forma precipitada, mas de compreender, conter e orientar o adolescente e a família.
Em que situações pode ser indicada uma avaliação emocional no adolescente?
- Isolamento exagerado ou afastamento marcado da família e amigos
- Comportamentos agressivos frequentes ou dificuldade em gerir a raiva
- Obsessão com alimentação, peso, imagem corporal ou exercício físico
- Recusa alimentar, episódios de descontrolo alimentar ou vómitos
- Comportamentos autoagressivos (cortes, queimaduras, etc.)
- Dificuldades de socialização com os pares
- Desânimo generalizado, apatia ou perda de interesse
- Abandono escolar ou quebra acentuada do rendimento académico
- Obsessão excessiva com desempenho escolar
- Críticas constantes e muito duras a si próprio
- Sinais de ansiedade elevada (exames, apresentações, medo de falhar ou adoecer)
- Dificuldade em lidar com frustrações e exigências externas
A presença de um ou mais sinais não significa necessariamente patologia, mas indica que pode ser importante uma avaliação para compreender melhor o que está a acontecer.
Como funciona a avaliação emocional do adolescente?
Inclui, habitualmente:
- Entrevistas com os pais/cuidadores
- Sessões com o adolescente, num espaço confidencial e seguro
- Observação clínica do funcionamento emocional e relacional
- Quando necessário, articulação com escola/outros contextos, com consentimento
No final, há uma devolução clara aos pais e, quando adequado, ao próprio adolescente, orientando os passos seguintes.
Benefícios da avaliação emocional do adolescente
- Dar sentido ao que preocupa a família
- Diferenciar dificuldades transitórias de sofrimento mais estruturado
- Apoiar o adolescente numa fase sensível do desenvolvimento
- Ajudar a família a posicionar-se de forma mais ajustada e tranquilizadora
- Prevenir agravamento de dificuldades emocionais
Sinais a Que os Pais devem Estar Atentos nos Adolescentes
- Isolamento exagerado
- Frequentes comportamentos agressivos
- Obsessão com a alimentação, perda de peso, atividade física, imagem corporal
- Recusa em comer ou vomitar após “descontrolo” alimentar
- Cortes, queimaduras e auto-agressões
- Dificuldade de socialização com os pares
- Desânimo generalizado
- Abandono escolar
- Obsessão com desempenho escolar
- Críticas constantes a si próprio
- Sinais de elevada ansiedade (exames, apresentações, medo de adoecer, etc)
3. Avaliação Psicológica Global da Criança e do Adolescente (Emocional, Cognitiva, Escolar e Neurodesenvolvimento)
Para além da avaliação emocional, realizamos avaliações psicológicas mais abrangentes que integram dimensões emocionais, cognitivas, atencionais, comportamentais e de aprendizagem.
Estas avaliações são particularmente úteis quando existem dúvidas como:
- “É distração, ansiedade ou défice de atenção?”
- “Porque ele/ela é inteligente, mas na escola bloqueia?”
- “Há sinais de hiperatividade/impulsividade?”
- “Pode existir dislexia ou outra dificuldade específica?”
- “Há sinais compatíveis com perturbações do neurodesenvolvimento?”
Em que situações pode ser indicada?
- Dificuldades de atenção e concentração
- Dificuldades de aprendizagem (leitura/escrita, cálculo, compreensão)
- Dificuldades de adaptação escolar e quebra persistente do rendimento
- Dificuldades de organização, planeamento e memória de trabalho
- Problemas nas interações sociais e na leitura de sinais sociais
- Dúvidas quanto ao desenvolvimento global e ao bem-estar psicológico
- Necessidade de despiste de perturbações do neurodesenvolvimento (ex.: dislexia, PHDA, perturbações do espetro do autismo, entre outras)
Como é feita?
Consoante o caso, a avaliação pode incluir:
- Entrevistas clínicas com pais/cuidadores e com a criança/adolescente
- Observação direta em contexto clínico
- Aplicação de instrumentos psicométricos validados (atenção, memória, inteligência (QI), funções executivas, personalidade/funcionamento emocional, etc.)
- Quando necessário, articulação com escola e outros profissionais (com consentimento)
No final, é elaborado um relatório clínico claro e acessível, com recomendações fundamentadas para apoiar o desenvolvimento, o bem-estar emocional e o percurso escolar.
4. Avaliação Psicológica do Adulto e do Idoso
A avaliação psicológica do adulto é um processo clínico especializado que permite compreender, de forma aprofundada, diferentes dimensões do funcionamento psicológico. Vai muito além de “fazer um teste”: é uma escuta cuidada aliada a instrumentos científicos, para explorar como a pessoa pensa, sente, regula emoções, toma decisões e se relaciona.
Quando Procurar uma Avaliação Psicológica?
- Quando há dúvidas sobre diagnóstico ou necessidade de clarificar sintomas (ansiedade, depressão, perturbações de personalidade, etc.)
- Para apoio à decisão clínica de outros profissionais (médicos, psiquiatras, neurologistas)
- Quando existem dificuldades persistentes no dia a dia e a pessoa deseja compreender melhor o seu funcionamento emocional, cognitivo e relacional
- Quando há queixas de atenção/concentração, organização e esquecimento (incluindo suspeita de PHDA no adulto, quando aplicável)
- Em contextos específicos que exijam relatório (ex.: processos médico-legais), quando esse tipo de avaliação se enquadra no âmbito do serviço prestado
Como funciona?
A avaliação pode decorrer ao longo de várias sessões e incluir:
- Entrevistas clínicas estruturadas e livres
- Testes psicológicos validados (personalidade, inteligência, atenção, memória, etc.)
- Observação clínica e integração dos resultados
- Relatório com conclusões e recomendações ajustadas
Áreas Avaliadas
- Funcionamento emocional e afetivo
- Estrutura da personalidade
- Capacidade de insight e regulação emocional
- Relações e padrões interpessoais
- Estilo cognitivo (atenção, memória, raciocínio, linguagem)
- Impacto de experiências de vida (trauma, luto, separações, etc.)
5. Avaliação Cognitiva e Despiste de Demência (Neuropsicológica)
Em adultos mais velhos, ou quando existem queixas de memória, confusão, dificuldades de atenção ou linguagem, a avaliação psicológica pode incluir uma avaliação neuropsicológica.
Serve para:
- Identificar alterações cognitivas associadas à idade ou a outras condições (stress crónico, depressão, medicação, etc.)
- Fazer despiste precoce de quadros demenciais (Alzheimer, demência vascular, entre outras)
- Diferenciar alterações reversíveis de processos neurodegenerativos
- Apoiar decisões de autonomia, suporte familiar e cuidados necessários
Quando Suspeitar de Alterações Cognitivas?
- Dificuldade crescente em lembrar nomes, compromissos ou tarefas simples
- Confusão com datas ou locais
- Trocar palavras ou repetir perguntas
- Alterações no comportamento, humor ou juízo crítico
- Maior lentidão no raciocínio ou na capacidade de planeamento
Quanto mais cedo forem avaliadas e compreendidas estas alterações, maior a possibilidade de intervenção, adaptação e planeamento. A avaliação psicológica pode ajudar não só o adulto, mas também a família e os profissionais envolvidos nos cuidados.
Porque é importante agir cedo?
Quanto mais cedo se compreendem estas alterações, maior a possibilidade de intervenção, adaptação e planeamento. A avaliação pode ajudar o adulto, a família e os profissionais envolvidos nos cuidados.
Um processo que dá respostas
A avaliação psicológica é, muitas vezes, uma oportunidade de parar e compreender melhor o que está a acontecer — com rigor clínico e sensibilidade humana. Através de um olhar especializado e de instrumentos fiáveis, é possível transformar a experiência subjetiva em compreensão clara, ajudando cada pessoa e família a tomar decisões mais conscientes e ajustadas ao seu percurso.
FAQ's
Perguntas Frequentes
A avaliação psicológica é só “fazer testes”?
Não. A avaliação psicológica pode incluir testes, mas não se resume a isso. É um processo clínico que começa por compreender o motivo do pedido, a história da pessoa e o que está a acontecer no presente. Os testes, quando são usados, servem para apoiar e aprofundar a compreensão clínica, com instrumentos validados e adequados ao caso.
A avaliação psicológica dá um diagnóstico?
Pode dar, mas nem sempre esse é o objetivo. Em alguns casos, a avaliação permite clarificar se existe um diagnóstico ou não. Noutros, o mais importante é compreender o funcionamento psicológico da pessoa, diferenciar causas possíveis (emocionais, cognitivas, relacionais) e orientar os próximos passos de forma segura e fundamentada.
Quantas sessões são necessárias numa avaliação psicológica?
Depende do tipo de avaliação e do motivo do pedido. Algumas avaliações são mais breves e focadas, outras exigem um processo mais completo.
O número de sessões é sempre ajustado ao caso e explicado com clareza ao longo do processo.
Como sei se é melhor uma avaliação emocional ou uma avaliação cognitiva/atenção (PHDA, dislexia, etc.)?
Essa dúvida é muito comum. Muitas vezes, sintomas como distração, bloqueio escolar, irritabilidade ou desorganização podem ter origens diferentes. Em alguns casos, o que parece “falta de atenção” pode estar ligado a ansiedade, insegurança ou sofrimento emocional. Noutras situações, pode existir uma dificuldade específica (como PHDA ou dislexia).
A avaliação ajuda precisamente a clarificar isso: perceber o que está por trás do que se observa e qual o tipo de acompanhamento mais indicado.
No final recebo relatório?
Quando aplicável, sim. Pode ser elaborado um relatório psicológico com conclusões e recomendações ajustadas, em linguagem clara e acessível. O relatório é especialmente útil quando existe necessidade de orientar intervenções futuras, articular com escola ou outros profissionais, ou organizar decisões clínicas com mais segurança.
A avaliação psicológica substitui a psicoterapia?
Não. A avaliação psicológica pode ser um passo inicial para compreender melhor o que se passa e orientar o caminho. Em alguns casos, a avaliação por si só já organiza, esclarece e reduz a ansiedade da pessoa ou da família. Noutros, pode ser recomendado acompanhamento psicológico, psicoterapia, orientação parental ou intervenção noutras áreas.
A avaliação não é um “rótulo”. É uma forma de compreender e decidir com mais clareza.