Núcleo de Avaliação Psicológica
No Núcleo de Avaliação Psicológica do Entre Afetos realizamos avaliações clínicas rigorosas, cuidadosas e adaptadas a cada pessoa mas, sobretudo, ao momento de vida em que se encontra.
A avaliação surge, muitas vezes, quando algo a começa a preocupar. Pode ser quando um filho muda de comportamento, quando surgem dificuldades na escola, ansiedade, cansaço, irritabilidade numa criança ou no próprio adulto.
Nem sempre é claro o que se passa. E nem sempre é fácil perceber se é uma fase ou algo que precisa de uma outra atenção.
É aqui que a avaliação psicológica se torna importante: quando não conseguimos ainda compreender o que estamos a observar.
Se sente que algo não está bem consigo ou com o seu filho a avaliação pode ser um primeiro passo para compreender.
- Preço da Consulta: 65€ (Presencial/Lisboa, Presencial/Setúbal ou Online)
O que é a Avaliação Psicológica?
A avaliação psicológica é um processo clínico estruturado que pode incluir entrevistas, observação clínica e testes psicológicos validados, sempre ajustados ao motivo do pedido.
Mais do que avaliar ou diagnosticar, trata-se de compreender em profundidade.
Pode ajudar a clarificar, por exemplo:
- o que está por trás de determinados sintomas ou comportamentos;
- se as dificuldades são predominantemente emocionais, cognitivas, relacionais ou mistas;
- como a pessoa funciona sob stress, na escola, no trabalho e nas relações;
- que tipo de acompanhamento faz mais sentido (psicoterapia, orientação parental, apoio escolar, acompanhamento psiquiátrico, avaliação neuropsicológica, entre outros).
Para muitas mães, este processo permite organizar dúvidas que se acumulam:
“É uma fase?”
“Será ansiedade?”
“Estou a interpretar bem o que se passa com o meu filho?”
Muitas pessoas chegam à consulta com dúvidas que já se arrastam há algum tempo. A avaliação ajuda a organizá-las e a perceber por onde começar.
O processo culmina numa devolução clínica clara e, quando aplicável, num relatório psicológico com recomendações ajustadas à realidade da pessoa e da família.
Como Funciona?
O processo é sempre adaptado à idade, à história e ao motivo da avaliação. Inclui entrevistas, observação clínica e, quando necessário, aplicação de instrumentos psicométricos. Mais do que um conjunto de técnicas, é um processo de escuta e integração. No final, existe um momento de devolução onde se organiza o que foi compreendido, permitindo tomar decisões com mais clareza. No adulto, pode ser também um espaço de pausa para compreender padrões, reconhecer sinais de alerta e cuidar de si de forma mais consciente.
Avaliação da Criança e do Adolescente
Quando se trata de uma criança, a dúvida ganha outra dimensão.
“Mudou muito.”
“Não se concentra.”
“Está mais irritado.”
“Não sei se isto é normal.”
A avaliação psicológica da criança e do adolescente permite compreender o que está por trás destes sinais, sem reduzir a criança a um comportamento ou a um diagnóstico.
Integramos diferentes dimensões, emocional, cognitiva, comportamental e relacional para construir uma compreensão mais completa e respeitosa do desenvolvimento.
Muitas famílias procuram avaliação psicológica infantil quando surgem dúvidas no desenvolvimento ou no comportamento dos filhos.
Estas avaliações são fundamentais em situações como:
- Dificuldades de adaptação escolar
- Problemas nas interações sociais
- Sinais de bloqueio no desenvolvimento
- Dúvidas quanto ao bem-estar emocional ou comportamental
Quando a dúvida persiste, esperar tende a aumentar a ansiedade não a resolvê-la. A avaliação permite transformar a preocupação em compreensão.
1. Avaliação Emocional Infantil
A avaliação emocional infantil permite compreender o que a criança está a sentir e como está a viver o seu mundo. Nem sempre aquilo que se observa – birras, irritabilidade, medos, dificuldades corresponde ou esclarece aquilo que a criança sente. Muitas vezes, é apenas a forma possível de expressar algo que ainda não consegue pôr em palavras.
A avaliação não tem como objetivo rotular ou iniciar automaticamente uma intervenção. O seu propósito é compreender, dar sentido e orientar.
É especialmente indicada quando os pais sentem que algo não está bem, mesmo sem conseguirem explicar exatamente o quê.
Em que situações pode ser indicada uma avaliação emocional infantil?
- Alterações de comportamento persistentes
- Ansiedade infantil, medos intensos ou fobias
- Dificuldades no sono ou na alimentação
- Queixas físicas sem causa médica identificável
- Dificuldades de atenção, concentração ou aprendizagem
- Irritabilidade frequente ou dificuldade em lidar com a frustração
- Regressões persistentes
- Dificuldades de separação
- Baixa autoestima
- Dificuldades nas relações
- Situações familiares significativas (divórcio, perda, mudanças)
Como funciona a avaliação emocional infantil?
A avaliação decorre ao longo de várias sessões, respeitando o ritmo da criança e da família.
Inclui:
- Entrevistas com os pais
- Sessões com a criança
- Observação clínica
- Articulação com escola ou outros contextos, quando necessário
Mais do que “avaliar”, trata-se de compreender o funcionamento emocional da criança no seu contexto.
O que resulta de uma avaliação emocional infantil?
No final, os pais recebem uma devolução clara, que permite:
- compreender o que a criança está a sentir
- perceber se as dificuldades são esperadas para a idade
- identificar fatores que contribuem para o sofrimento
- orientar os próximos passos
A avaliação pode indicar orientação parental, acompanhamento psicológico ou intervenção conjunta.
Avaliação emocional não é sinónimo de psicoterapia
A avaliação não implica iniciar psicoterapia.
Em muitos casos, por si só, já ajuda a reduzir a ansiedade dos pais e a reorganizar o olhar sobre a criança.
Benefícios da avaliação emocional infantil
- Compreender melhor a criança e o seu mundo emocional
- Reduzir a incerteza dos pais
- Prevenir agravamento de dificuldades emocionais
- Apoiar o desenvolvimento emocional saudável
- Tomar decisões mais informadas sobre a necessidade (ou não) de intervenção
Sinais a Que os Pais devem Estar Atentos nas Crianças
- Problemas físicos constantes (sem se compreender a causa) – dores de barriga, cabeça, febres, alergias, etc.
- Comportamentos de oposição e agressividade com os colegas ou os adultos
- Problemas relacionados com divorcio, separação, perda de familiares
- Atraso de desenvolvimento da fala e da linguagem
- Problemas relacionados com sono e alimentação
- Dificuldades de memória, atenção e concentração
- Dificuldades de aprendizagem e no desempenho escolar
- Medos intensos e persistentes
- Ansiedade constante ou falta de auto-confiança
- Dificuldade em estabelecer relações com os pares ou com os adultos
- Choros persistentes sem que a criança consiga compreender porque está a chorar
- Dificuldade de controlo dos esfíncteres fora de tempo
2. Avaliação Emocional do Adolescente
A adolescência é uma fase de mudança intensa, onde muitas vezes surgem dúvidas difíceis de esclarecer.
É comum os pais sentirem-se perdidos entre o que é próprio da idade e o que pode indicar sofrimento.
A avaliação emocional do adolescente permite compreender o que está a ser vivido internamente e ajudar a família a posicionar-se de forma mais ajustada.
Não se trata de rotular, mas de compreender e orientar.
Em que situações pode ser indicada uma avaliação emocional no adolescente?
- Isolamento exagerado ou afastamento marcado da família e amigos
- Comportamentos agressivos frequentes ou dificuldade em gerir a raiva
- Obsessão com alimentação, peso, imagem corporal ou exercício físico
- Recusa alimentar, episódios de descontrolo alimentar ou vómitos
- Comportamentos autoagressivos (cortes, queimaduras, etc.)
- Dificuldades de socialização com os pares
- Desânimo generalizado, apatia ou perda de interesse
- Abandono escolar ou quebra acentuada do rendimento académico
- Obsessão excessiva com desempenho escolar
- Críticas constantes e muito duras a si próprio
- Sinais de ansiedade elevada (exames, apresentações, medo de falhar ou adoecer)
- Dificuldade em lidar com frustrações e exigências externas
A presença de um ou mais sinais não significa necessariamente patologia, mas indica que pode ser importante uma avaliação para compreender melhor o que está a acontecer.
Como funciona a avaliação emocional do adolescente?
Inclui, habitualmente:
- Entrevistas com os pais/cuidadores
- Sessões com o adolescente, num espaço confidencial e seguro
- Observação clínica do funcionamento emocional e relacional
- Quando necessário, articulação com escola/outros contextos, com consentimento
No final, há uma devolução clara aos pais e, quando adequado, ao próprio adolescente, orientando os passos seguintes.
Benefícios da avaliação emocional do adolescente
- Dar sentido ao que preocupa a família
- Diferenciar dificuldades transitórias de sofrimento mais estruturado
- Apoiar o adolescente numa fase sensível do desenvolvimento
- Ajudar a família a posicionar-se de forma mais ajustada e tranquilizadora
- Prevenir agravamento de dificuldades emocionais
Sinais a Que os Pais devem Estar Atentos nos Adolescentes
- Isolamento exagerado
- Frequentes comportamentos agressivos
- Obsessão com a alimentação, perda de peso, atividade física, imagem corporal
- Recusa em comer ou vomitar após “descontrolo” alimentar
- Cortes, queimaduras e auto-agressões
- Dificuldade de socialização com os pares
- Desânimo generalizado
- Abandono escolar
- Obsessão com desempenho escolar
- Críticas constantes a si próprio
- Sinais de elevada ansiedade (exames, apresentações, medo de adoecer, etc)
3. Avaliação Psicológica Global da Criança e do Adolescente (Emocional, Cognitiva, Escolar e Neurodesenvolvimento)
Para além da avaliação emocional, realizamos avaliações psicológicas mais abrangentes que integram dimensões emocionais, cognitivas, atencionais, comportamentais e de aprendizagem.
Estas avaliações são particularmente úteis quando os pais se deparam com as seguintes questões:
“É distração, ansiedade ou défice de atenção?”
“Porque ele/ela é inteligente, mas na escola bloqueia?”
“Há sinais de hiperatividade/impulsividade?”
“Pode existir dislexia ou outra dificuldade específica?”
“Há sinais compatíveis com perturbações do neurodesenvolvimento?”
Em que situações pode ser indicada?
- Dificuldades de atenção e concentração
- Dificuldades de aprendizagem (leitura/escrita, cálculo, compreensão)
- Dificuldades de adaptação escolar e quebra persistente do rendimento
- Dificuldades de organização, planeamento e memória de trabalho
- Problemas nas interações sociais e na leitura de sinais sociais
- Dúvidas quanto ao desenvolvimento global e ao bem-estar psicológico
- Necessidade de despiste de perturbações do neurodesenvolvimento (ex.: dislexia, PHDA, perturbações do espetro do autismo, entre outras)
Como é feita?
Consoante o caso, a avaliação pode incluir:
- Entrevistas clínicas com pais/cuidadores e com a criança/adolescente
- Observação direta em contexto clínico
- Aplicação de instrumentos psicométricos validados (atenção, memória, inteligência (QI), funções executivas, personalidade/funcionamento emocional, etc.)
- Quando necessário, articulação com escola e outros profissionais (com consentimento)
No final, é elaborado um relatório clínico claro e acessível, com recomendações fundamentadas para apoiar o desenvolvimento, o bem-estar emocional e o percurso escolar.
4. Avaliação Psicológica do Adulto e do Idoso
Nem sempre a preocupação está num filho. Por vezes, é o próprio que sente que algo não está bem.
Ansiedade, cansaço, dificuldades nas relações, sensação de vazio ou repetição de padrões.
A avaliação psicológica permite compreender o funcionamento interno de forma mais estruturada, integrando a história de vida e o momento atual.
Para muitas mulheres, este é um momento de parar e olhar para si muitas vezes pela primeira vez em muito tempo.
Nem sempre é preciso “estar muito mal” para procurar ajuda.
Às vezes, basta a sensação de que algo não está bem há demasiado tempo.
Quando Procurar uma Avaliação Psicológica?
- Quando há dúvidas sobre diagnóstico ou necessidade de clarificar sintomas (ansiedade, depressão, perturbações de personalidade, etc.)
- Para apoio à decisão clínica de outros profissionais (médicos, psiquiatras, neurologistas)
- Quando existem dificuldades persistentes no dia a dia e a pessoa deseja compreender melhor o seu funcionamento emocional, cognitivo e relacional
- Quando há queixas de atenção/concentração, organização e esquecimento (incluindo suspeita de PHDA no adulto, quando aplicável)
- Em contextos específicos que exijam relatório (ex.: processos médico-legais), quando esse tipo de avaliação se enquadra no âmbito do serviço prestado
Como funciona?
A avaliação pode decorrer ao longo de várias sessões e incluir:
- Entrevistas clínicas estruturadas e livres
- Testes psicológicos validados (personalidade, inteligência, atenção, memória, etc.)
- Observação clínica e integração dos resultados
- Relatório com conclusões e recomendações ajustadas
Áreas Avaliadas
- Funcionamento emocional e afetivo
- Estrutura da personalidade
- Capacidade de insight e regulação emocional
- Relações e padrões interpessoais
- Estilo cognitivo (atenção, memória, raciocínio, linguagem)
- Impacto de experiências de vida (trauma, luto, separações, etc.)
5. Avaliação Cognitiva e Despiste de Demência (Neuropsicológica)
Esta avaliação permite compreender alterações cognitivas, diferenciando causas emocionais, cognitivas e neurológicas.
É especialmente relevante quando surgem dúvidas relacionadas com memória, atenção ou funcionamento mental.
Quanto mais cedo se compreende o que está a acontecer, maior a capacidade de intervenção e adaptação.
Quando Suspeitar de Alterações Cognitivas?
- Dificuldade crescente em lembrar nomes, compromissos ou tarefas simples
- Confusão com datas ou locais
- Trocar palavras ou repetir perguntas
- Alterações no comportamento, humor ou juízo crítico
- Maior lentidão no raciocínio ou na capacidade de planeamento
Quanto mais cedo forem avaliadas e compreendidas estas alterações, maior a possibilidade de intervenção, adaptação e planeamento. A avaliação psicológica pode ajudar não só o adulto, mas também a família e os profissionais envolvidos nos cuidados.
Porque é importante agir cedo?
Quanto mais cedo se compreendem estas alterações, maior a possibilidade de intervenção, adaptação e planeamento. A avaliação pode ajudar o adulto, a família e os profissionais envolvidos nos cuidados.
Um processo que dá respostas
A avaliação psicológica é, muitas vezes, o primeiro passo para compreender — e para decidir com mais segurança.
Um espaço onde é possível parar, organizar o que está a acontecer e dar sentido à experiência, com rigor clínico e sensibilidade humana.
Para muitas famílias, e sobretudo para muitas mães, este processo permite sair da dúvida e encontrar um caminho mais claro.
Se sente que este pode ser o momento para olhar para o que está a acontecer, pode marcar uma consulta connosco.
FAQ's
Perguntas Frequentes
A avaliação psicológica é só “fazer testes”?
Não. A avaliação psicológica pode incluir testes, mas não se resume a isso. É um processo clínico que começa por compreender o motivo do pedido, a história da pessoa e o que está a acontecer no presente. Os testes, quando são usados, servem para apoiar e aprofundar a compreensão clínica, com instrumentos validados e adequados ao caso.
A avaliação psicológica dá um diagnóstico?
Pode dar, mas nem sempre esse é o objetivo. Em alguns casos, a avaliação permite clarificar se existe um diagnóstico ou não. Noutros, o mais importante é compreender o funcionamento psicológico da pessoa, diferenciar causas possíveis (emocionais, cognitivas, relacionais) e orientar os próximos passos de forma segura e fundamentada.
Quantas sessões são necessárias numa avaliação psicológica?
Depende do tipo de avaliação e do motivo do pedido. Algumas avaliações são mais breves e focadas, outras exigem um processo mais completo.
O número de sessões é sempre ajustado ao caso e explicado com clareza ao longo do processo.
Como sei se é melhor uma avaliação emocional ou uma avaliação cognitiva/atenção (PHDA, dislexia, etc.)?
Essa dúvida é muito comum. Muitas vezes, sintomas como distração, bloqueio escolar, irritabilidade ou desorganização podem ter origens diferentes. Em alguns casos, o que parece “falta de atenção” pode estar ligado a ansiedade, insegurança ou sofrimento emocional. Noutras situações, pode existir uma dificuldade específica (como PHDA ou dislexia).
A avaliação ajuda precisamente a clarificar isso: perceber o que está por trás do que se observa e qual o tipo de acompanhamento mais indicado.
No final recebo relatório?
Quando aplicável, sim. Pode ser elaborado um relatório psicológico com conclusões e recomendações ajustadas, em linguagem clara e acessível. O relatório é especialmente útil quando existe necessidade de orientar intervenções futuras, articular com escola ou outros profissionais, ou organizar decisões clínicas com mais segurança.
A avaliação psicológica substitui a psicoterapia?
Não. A avaliação psicológica pode ser um passo inicial para compreender melhor o que se passa e orientar o caminho. Em alguns casos, a avaliação por si só já organiza, esclarece e reduz a ansiedade da pessoa ou da família. Noutros, pode ser recomendado acompanhamento psicológico, psicoterapia, orientação parental ou intervenção noutras áreas.
A avaliação não é um “rótulo”. É uma forma de compreender e decidir com mais clareza.